A Morte persegue o homem pelas águas, cruzando a fronteira entre o inconsciente e a terra firme da mente consciente. A psique consciente percebe o que fisgou e tenta desesperadamente correr mais do que a presa. Constantemente agimos assim nas nossas vidas.
Algo de apavorante mostra sua cara. Nós não estamos prestando atenção e continuamos a puxar a linha, imaginando se tratar de uma boa pesca. É um achado, mas não do tipo que estávamos imaginando. É um tesouro que infelizmente aprendemos a temer. Por isso, tentamos fugir ou jogá-lo de volta; tentamos embelezá-lo ou toma-lo o que não é. Isso, porém, nunca funciona. No final, todos temos de beijar a megera. O mesmo processo ocorre no amor. Queremos só a beleza, mas acabamos tendo de encarar a "perversa". Empurramos a Mulher-esqueleto para longe de nós, mas ela insiste. Nós corremos. Ela acompanha. Ela é a grande mestra que sempre dissemos que queríamos. "Não, não essa mestra!" berramos. Queremos uma outra. Que pena. Essa é a mestra que cabe a todos.