A Mulher-esqueleto é uma história de caça a respeito do amor. Nas histórias do norte, o amor não é um encontro romântico entre dois amantes.
As histórias das regiões próximas ao pólo descrevem o amor como a união entre dois seres cuja força
reunida permite a um deles, ou a ambos, a entrada em comunicação com o mundo da alma e a participação no destino como uma dança com a vida e a morte.
Para compreender esta história, temos de entender que lá, num dos ambientes
mais rigorosos e numa das culturas de caça mais notáveis do planeta, o amor não
significa um flerte ou uma procura de mero prazer para o ego, mas um vínculo visível
composto da força psíquica da resistência, uma união que prevalece na fartura ou na
austeridade, que passa pelos dias e noites mais simples e mais complicados. A união
de dois seres é considerada angakok, mágica em si mesma, como um relacionamento
através do qual "os poderes que existem" se tornam conhecidos aos dois indivíduos.


Comentários
Postar um comentário