Em todas as histórias, há material que pode ser compreendido como um espelho a refletir as enfermidades ou a saúde da nossa própria vida interior. Também nas lendas ocorrem temas míticos que podem ser considerados como descrições dos estágios e das instruções necessárias para a manutenção do equilíbrio tanto no mundo objetivo quanto no subjetivo.
Embora pudéssemos interpretar a história da Mulher-esqueleto como símbolo dos movimentos dentro de uma única psique, creio que essa história tem seu maior valor quando é compreendida como uma série de sete tarefas que ensinam uma alma a amar outra profundamente. São elas a descoberta da outra pessoa como uma espécie de tesouro espiritual, muito embora a princípio não se perceba exatamente o que foi encontrado. Em seguida, na maioria dos relacionamentos, vem a caça e a tentativa de ocultação, um tempo de esperanças e receios para os dois lados. Depois, vem a tarefa de desenredar e compreender os aspectos da vida-morte-vida do relacionamento e a compaixão dessa tarefa.


Segue-se a confiança que gera o relaxamento, a capacidade de descansar na presença do outro e da sua boa vontade,companhada de um período de compartilhamento dos sonhos futuros bem como de
ResponderExcluirtristezas passadas, sendo esse o início da cura de ferimentos arcaicos relacionados ao amor.
Finalmente, o uso do coração para fazer brotar uma nova vida e a fusão do corpo e da alma.