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As primeiras fases do amor ... A descoberta acidental do tesouro

Em todas as histórias, há material que pode ser compreendido como um espelho a refletir as enfermidades ou a saúde da nossa própria vida interior. Também nas lendas ocorrem temas míticos que podem ser considerados como descrições dos estágios e das instruções necessárias para a manutenção do equilíbrio tanto no mundo objetivo quanto no subjetivo.
Embora pudéssemos interpretar a história da Mulher-esqueleto como símbolo dos movimentos dentro de uma única psique, creio que essa história tem seu maior valor quando é compreendida como uma série de sete tarefas que ensinam uma alma a amar outra profundamente. São elas a descoberta da outra pessoa como uma espécie de tesouro espiritual, muito embora a princípio não se perceba exatamente o que foi encontrado. Em seguida, na maioria dos relacionamentos, vem a caça e a tentativa de ocultação, um tempo de esperanças e receios para os dois lados. Depois, vem a tarefa de desenredar e compreender os aspectos da vida-morte-vida do relacionamento e a compaixão dessa tarefa.

Comentários

  1. Segue-se a confiança que gera o relaxamento, a capacidade de descansar na presença do outro e da sua boa vontade,companhada de um período de compartilhamento dos sonhos futuros bem como de
    tristezas passadas, sendo esse o início da cura de ferimentos arcaicos relacionados ao amor.
    Finalmente, o uso do coração para fazer brotar uma nova vida e a fusão do corpo e da alma.

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A Mulher Esqueleto

A história também ilustra um duplo poder que vem da psique através dos símbolos do tambor e do canto. Nas mitologias, as canções curam ferimentos e são usadas para atrair a caça. As pessoas são convocadas quando se entoam seus nomes. Alivia-se a dor; alentos mágicos restauram o corpo. Os mortos são invocados ou ressuscitados por meio do canto.

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Este blog foi feito á partir do livro... Estes, Clarissa Pinkola Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem/de Clarissa Pinkola Estes;tradução de Waldéa Barcellos; consultoria da coleção, Alzira M. Cohen. – Rio de Janeiro: Rocco, 1994. (Arcos do Tempo)