A Mulher-esqueleto, que passou uma eternidade debaixo d'água, também pode ser compreendida como a força da vida-morte-vida de uma mulher que tenha sido mal utilizada ou que tenha ficado sem uso.
Em sua forma essencial exumada, ela governa a capacidade intuitiva e emotiva de completar os ciclos vitais de nascimentos e encerramentos, de lamentações e festejos. Ela é a que observa as coisas. Ela sabe dizer quando chegou a hora de um lugar, uma coisa, um ato, um grupo ou um relacionamento morrer.
Esse dom, essa sensibilidade psicológica, aguarda aqueles que se disponham a soerguê-la ao nível do consciente pelo ato de amar o outro.


Uma parte de cada mulher e de cada homem resiste ao reconhecimento de que
ResponderExcluira morte deve participar de todos os relacionamentos de amor. Nós fingimos que
podemos amar sem que morram nossas ilusões acerca do amor, fingimos que
podemos prosseguir sem que morram nossas expectativas superficiais, fingimos que
podemos ir em frente e que nossas emoções preferidas nunca morrerão. No amor,
porém, em termos psíquicos, tudo é dissecado, tudo. O ego não quer que isso ocorra.
No entanto, é assim que deve ser, e a pessoa provida de uma natureza profunda e
selvagem é inegavelmente atraída pela tarefa.
O que morre? As ilusões, as expectativas, a voracidade de querer tudo, de
ResponderExcluirquerer que tudo seja só lindo, tudo isso morre. Como o amor sempre provoca uma
descida até a natureza da morte, podemos perceber por que é preciso grande poder
sobre si mesmo e plenitude de alma para assumir esse compromisso. Quando uma
pessoa se dedica a amar, ela também está se dedicando a ressuscitar a Mulher esqueleto e todos os seus ensinamentos.