Entre os lobos, os ciclos da vida-morte-vida da natureza e do destino são encarados com elegância, inteligência e persistência para ficar junto do outro e viver por muito tempo e o melhor possível.
Diferentemente dos seres humanos, os lobos não consideram que os altos e
baixos da vida, quer de energia, de poder, de alimento, quer de oportunidade, sejam
espantosos ou punitivos. Os picos e os vales simplesmente existem, e os lobos
passeiam por eles com a máxima eficácia e facilidade possível. A natureza instintiva
tem a capacidade miraculosa de sobreviver a cada dádiva positiva, a cada
conseqüência negativa, e ainda manter o relacionamento com o self e com o outro.
No entanto, para que os seres humanos vivam
dessa forma corretíssima e sejam leais desse jeito que é o mais sábio, o mais
duradouro e o mais sensível, é preciso que se enfrente aquilo que mais se teme. Não
há meio de escapar, como veremos. Teremos de dormir com a morte.

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