Os poetas compreendem que não há nada de valor sem a morte. Sem a morte, não há lições; sem a morte não há o fundo escuro contra o qual o diamante cintila. Enquanto aqueles que são iniciados não têm medo da Morte, a cultura muitas vezes nos incita a jogar a Mulher-esqueleto pelo penhasco abaixo, não só por ela ser apavorante, mas também porque demora muito para que aprendamos a lidar com ela.
Um mundo desalmado estimula cada vez maior rapidez na procura desenfreada daquele único filamento que parece ser aquele que arderá imediatamente e para sempre. No entanto, o milagre que estamos procurando leva tempo: tempo para
encontrá-lo, tempo para trazê-lo à vida.
A busca moderna pela máquina do movimento perpétuo equivale à busca de uma máquina de amor perpétuo.
Não surpreende que as pessoas que tentam amar fiquem confusas e atormentadas e que, como na história dos sapatinhos vermelhos de Hans Christian Andersen, dancem loucamente, incapazes de parar com a agitação frenética, e passem rodopiando direto pelas coisas que, no fundo do coração, elas mais prezam .
Existe, porém, outra maneira, melhor, que leva em consideração as fraquezas,os medos e as singularidades do ser humano. E, como ocorre com tanta freqüência nos ciclos da individuação, a maioria de nós simplesmente se depara com ela por acaso.


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