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Quando a união começa na fase carnal, o processo de enfrentamento da natureza da vida-morte-vida ainda pode ter lugar mais tarde... mas isso exigirá muita determinação. É um trabalho mais difícil porque o ego do prazer precisa ser afastado à força do seu interesse carnal a fim de que se construam os alicerces.

Portanto, fazer amor é fundir a respiração e a carne, o espírito e a matéria. Um se encaixa no outro. Nessa história, ocorre o acasalamento do mortal com o imortal, e isso também vale para um relacionamento amoroso que vá durar. Existe um vínculo imortal de alma para alma que mal conseguimos descrever, ou talvez que mal consigamos decidir, mas que vivenciamos em profundidade. Numa história maravilhosa originada da Índia, um mortal toca um tambor para que as fadas dancem diante da deusa Indra. Em troca desse serviço, o tocador de tambor recebe uma fada em casamento. Há algo de semelhante também no relacionamento amoroso. Algum tipo de premiação é concedida ao homem que quiser entrar num relacionamento de cooperação com o reino da psique feminina, reino que lhe é misterioso.

Comentários

  1. No final da história, o pescador está grudado com a natureza da vida-mortevida, unido a ela. O significado disso é diferente para cada homem. A forma pela qual
    ele vivência esse aprofundamento do seu relacionamento com ela também é
    exclusiva. Só sabemos que, para amar, é preciso que se beije a megera, e ainda mais.
    É preciso que façamos amor com ela.

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A Mulher Esqueleto

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Este blog foi feito á partir do livro... Estes, Clarissa Pinkola Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem/de Clarissa Pinkola Estes;tradução de Waldéa Barcellos; consultoria da coleção, Alzira M. Cohen. – Rio de Janeiro: Rocco, 1994. (Arcos do Tempo)