Há um ditado que diz que, quando o aluno está pronto, o professor aparece. Isso quer dizer que o professor chega quando a alma, não o ego, está pronta. O mestre vem quando a alma chama — e graças a Deus que isso aconteça pois o ego nunca está perfeitamente pronto.
Se dependesse apenas do preparo do ego o fato de o mestre ser atraído até nós, permaneceríamos essencialmente sem mestres pela vida afora.Somos abençoados, já que a alma continua transmitindo seu desejo ignorando as opiniões inconstantes do ego.
Quando as coisas ficam enredadas e assustadoras nos relacionamentos amorosos, as pessoas receiam que o fim esteja próximo, mas isso não é verdade.Como se trata de uma questão arquetípica e como a Mulher-esqueleto realiza o
trabalho do Destino, espera-se que o herói saia correndo pelo horizonte afora, espera-se que A Morte o acompanhe de perto, espera-se que o aprendiz de amante se enfie na sua choupana, ofegante e arquejante, com a esperança de estar são e salvo. E espera-se que a Mulher-esqueleto consiga também entrar nesse abrigo seguro.
Espera-se que ele a desemaranhe e assim por diante.


Nos namoros modernos a idéia de "dar um tempo" é semelhante ao pequeno
ResponderExcluiriglu do pescador, lugar onde ele se sente em segurança. Às vezes, esse medo de
enfrentar a natureza da morte é desvirtuado, transformando-se numa atitude de
"fuga da raia", na tentativa de manter apenas os aspectos agradáveis do
relacionamento, deixando de lado o vínculo com a Mulher-esqueleto. Isso nunca
funciona.
Essa atitude provoca extrema ansiedade no parceiro que não está "dando um
tempo", pois ele próprio está disposto a se encontrar com a Mulher-esqueleto. Ele se
preparou, se fortaleceu e está tentando manter seus temores sob controle. E agora, no
exato instante em que está pronto para decifrar o mistério, no momento em que um
ou o outro está prestes a batucar no coração e conjurar uma vida juntos, um dos
parceiros grita "ainda não, ainda não" ou "não, nunca, nunca".