A Mulher-esqueleto com o canto cria para si mesma um corpo exuberante. Esse corpo criado pelo canto é prático sob todos os aspectos. Não se trata dos pedaços e partes de carne feminina idolatrados por alguns em algumas culturas; mas, sim, um corpo inteiro de mulher, que pode amamentar, fazer amor, dançar e cantar, dar à luz e sangrar sem morrer.
O canto para criar a carne é outro tema comum no folclore. Em histórias
africanas, papuas, judaicas, hispânicas e do povo inuit, os ossos transformam-se
numa pessoa. O náuatle Coatlique produz seres humanos adultos a partir de ossos do
Mundo dos mortos. Um xamã do povo tlingit desnuda, com um canto, a mulher que
ama. Nas história de todas as partes do mundo, a mágica resulta do canto. O canto
produz o crescimento.
Também em todas as partes do mundo, diversas fadas, ninfas e mulheres
gigantes possuem seios tão compridos que podem ser jogados sobre os ombros. Na
Escandinávia, entre os celtas e na região circumpolar, há histórias que falam de
mulheres que criam o corpo segundo sua vontade

Deduzimos da história que a doação do corpo é uma das últimas fases do
ResponderExcluiramor. É assim que deve ser. É bom dominar os primeiros estágios do encontro com a
natureza da vida-morte-vida e deixar para depois as experiências práticas do corpo-acorpo. Advirto as mulheres para que não aceitem um amante que salte de uma
fisgada acidental para a doação do corpo. Insistam no cumprimento de todas as fases.
Assim, a última fase virá por si só. A ocasião para a união dos corpos chegará na hora
certa.