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Três aspectos diferenciam a vida a partir da alma, da vida a partir do ego apenas. Eles são a capacidade de pressentir novos caminhos e de aprendê-los, a tenacidade necessária para atravessar uma fase difícil e a paciência para aprender o amor profundo com o tempo.

O ego-corvo, no entanto, tem uma queda e uma predisposição para evitar o aprendizado. A paciência não é o forte do ego. Nem o relacionamento duradouro. Portanto, não é a partir do ego inconstante que amamos o outro, mas, sim, do fundo da alma selvagem. "Uma paciência desenfreada", como coloca a poeta Adrienne Rich,éimprescindível para desemaranhar ossos, para aprender o significado da Morte, para ter a tenacidade de ficar com ela. Seria um erro pensar que é necessário um herói musculoso para conseguir isso. Não é, não. É preciso um coração disposto a morrer,renascer, morrer e renascer repetidamente.

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Há um ditado que diz que, quando o aluno está pronto, o professor aparece. Isso quer dizer que o professor chega quando a alma, não o ego, está pronta. O mestre vem quando a alma chama — e graças a Deus que isso aconteça pois o ego nunca está perfeitamente pronto.

Se dependesse apenas do preparo do ego o fato de o mestre ser atraído até nós, permaneceríamos essencialmente sem mestres pela vida afora.Somos abençoados, já que a alma continua transmitindo seu desejo ignorando as opiniões inconstantes do ego. Quando as coisas ficam enredadas e assustadoras nos relacionamentos amorosos, as pessoas receiam que o fim esteja próximo, mas isso não é verdade.Como se trata de uma questão arquetípica e como a Mulher-esqueleto realiza o trabalho do Destino, espera-se que o herói saia correndo pelo horizonte afora, espera-se que A Morte o acompanhe de perto, espera-se que o aprendiz de amante se enfie na sua choupana, ofegante e arquejante, com a esperança de estar são e salvo. E espera-se que a Mulher-esqueleto consiga também entrar nesse abrigo seguro. Espera-se que ele a desemaranhe e assim por diante.