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Esse estado de sábia inocência é alcançado quando descartamos o cinismo e as atitudes defensivas e voltamos a mergulhar no estado de deslumbramento que vemos na maioria dos seres humanos que são muito jovens e em muitos que são bem velhos.

É a prática de se olhar com os olhos de um espírito sábio e amoroso, em vez de olhar com os do cão açoitado, da criatura acuada, da boca acima do estômago, do ser humano ferido e irritado. A inocência é um estado que se renova quando dormimos. Infelizmente, são muitos os que a deixam de lado junto à colcha ao acordar. Seria melhor se sempre trouxéssemos conosco uma inocência alerta e a apertássemos junto ao corpo para sentir seu calor.

Comentários

  1. Embora a princípio a volta a esse estado possa exigir que eliminemos anos de
    pontos de vista desgastados, décadas de meticulosa construção de amuradas
    desumanas, uma vez que voltemos a ele, nunca mais precisaremos indagar por ele,
    escavar à sua procura. Voltar a uma inocência alerta não exige tanto esforço, como o
    de mover um monte de tijolos de um lugar para o outro, mas, sim, que fiquemos
    parados o tempo suficiente para que o espírito nos encontre. Diz-se que tudo que
    procuramos também está à nossa procura; que, se ficarmos bem quietos, o que
    procuramos nos encontrará. Ele está esperando por nós há muito tempo. Depois que
    ele aparecer, não devemos fugir. Descansemos. Vejamos o que acontece em seguida

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A Mulher Esqueleto

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Este blog foi feito á partir do livro... Estes, Clarissa Pinkola Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem/de Clarissa Pinkola Estes;tradução de Waldéa Barcellos; consultoria da coleção, Alzira M. Cohen. – Rio de Janeiro: Rocco, 1994. (Arcos do Tempo)