As vezes aquele que está fugindo da natureza da vida-morte-vida insiste em pensar que o amor é apenas uma dádiva. No entanto, o amor em sua plenitude é uma série de mortes e de renascimentos.
Deixamos uma fase, um aspecto do amor, e
entramos em outra. A paixão morre e volta. A dor é espantada para longe e vem à
tona mais adiante. Amar significa abraçar e ao mesmo tempo suportar inúmeros
finais e inúmeros recomeços — todos no mesmo relacionamento.
O processo se complica com o fato de que grande parte da nossa cultura
excessivamente civilizada tem dificuldade para tolerar o que tiver natureza
transformadora. Existem atitudes melhores para nosso envolvimento com a natureza
da vida-morte-vida. Em todo o mundo, embora lhe atribuam nomes diferentes,
muitos vêem essa natureza como un baile con La Muerte, uma dança com a morte: a
Morte como um dos parceiros, a Vida como o outro.

Para fazer amor, se queremos amar, bailamos con La Muerte, dançamos com a
ResponderExcluirMorte. Haverá enchentes, haverá secas; haverá recém-nascidos, natimortos e ainda o
renascimento de algo novo. Amar é aprender os passos. Fazer amor é dançar a dança.