É bom adotar a prática diária de meditar sobre a repetição do ato de desenredar a natureza da vida-morte-vida. O pescador entoa uma pequena canção de um único verso, que repete para ajudar na tarefa de desembaraçar a linha.
Trata-se de uma canção para propiciar a percepção, para auxiliar na soltura da natureza da
Mulher-esqueleto. Não sabemos o que ele está cantando. Só podemos tentar adivinhar.
Quando estivermos soltando essa natureza, seria bom que cantássemos
algo mais ou menos assim: Ao que eu preciso dar mais morte hoje, para gerar mais
vida? O que eu sei que precisa morrer mas hesito em permitir que isso ocorra? O que
precisa morrer em mim para que eu possa amar? Qual é a não-beleza que eu temo?
Que utilidade pode ter para mim hoje o poder do não-belo? O que deveria morrer
hoje? O que deveria viver? Qual vida tenho medo de dar à luz? Se não for agora,
quando?

Comentários
Postar um comentário