É assim que o homem se cura, e que aumenta sua capacidade de compreensão. Ele assume a função de criar seu próprio remédio; ele assume a tarefa de alimentar o "outro extinto". Com suas lágrimas, ele começa a criar.
Amar o outro não basta. Não basta "não ser um estorvo" na vida do outro. Não
basta "dar apoio", "estar disponível quando necessário" e tudo o mais. O objetivo é
estar familiarizado com os métodos da vida e da morte, na nossa própria vida e
numa visão panorâmica. E o único meio de se chegar a ser um homem familiarizado
consiste em aprender a lição nos ossos da Mulher-esqueleto. Ela está esperando pelo
sinal de sentimento profundo, por aquela única lágrima que diz: "Admito o
ferimento."


Essa simples admissão alimenta a natureza da vida-morte-vida. Ela cria o
ResponderExcluirvínculo e faz com que comece a surgir no homem o conhecimento profundo. Todos
nós já cometemos o erro de pensar que uma outra pessoa podia ser nossa cura, nossa
emoção, nossa realização. Leva muito tempo para se descobrir que isso não existe,
especialmente porque pomos o ferimento na parte externa em vez de ministrar-lhe a
cura dentro de nós.