Através dos seus corpos, as mulheres vivem muito perto da natureza da vidamorte-vida. Quando as mulheres estão em pleno uso de sua mente instintiva, suas
idéias e impulsos no sentido de amar, de criar, de acreditar, de desejar, nascem,
cumprem seu tempo, fenecem e morrem, para renascer mais uma vez. Seria possível
dizer que as mulheres põem esse conhecimento em prática no consciente e no
inconsciente a cada ciclo lunar nas suas vidas. Para algumas, essa lua que determina
os ciclos está lá no céu. Para outras, ela é a Mulher-esqueleto que vive nas suas
próprias psiques.A partir da sua própria carne e dos seus próprios ossos, bem como dos ciclos
constantes de enchimento e de esvaziamento do vaso vermelho do seu ventre, a
mulher compreende em termos físicos, emocionais e espirituais que os apogeus têm
seu declínio e sua morte, e que o que sobra renasce de um jeito inesperado e por
meios inspirados, só para voltar ao nada e mais uma vez retornar em pleno
esplendor. Como podemos ver, os ciclos da Mulher-esqueleto permeiam e perpassam
a mulher inteira. Não pode ser diferente

As vezes, os homens que ainda estão fugindo da natureza da vida-morte-vida
ResponderExcluirtêm medo de uma mulher dessas, porque pressentem ser ela uma aliada natural da
Mulher-esqueleto. No entanto, nem sempre foi assim.
O símbolo da Mulheresqueleto é um resquício de um tempo em que se sabia muito sobre a morte como
transformação espiritual; em que A Morte era bem-vinda como um parente próximo,
como nossa própria irmã, mãe, irmão, pai ou amante. Nas fantasias femininas, a
Morte Mulher, a Mãe Morte ou a Morte Donzela sempre foi interpretada como a
portadora do destino, a criadora, a virgem ceifadora, a mãe, a que caminha pelo rio e
a recriadora: todos esses papéis num ciclo.